Eaton amplia planta de Porto Feliz, que passa a ter cinco unidades de negócios

A Eaton ampliou sua unidade industrial de Porto Feliz (SP) e passa a produzir a linha de comando e sinalização Blindex e se tornou o Centro de Distribuição dos produtos fabricados globalmente pela empresa, como as linhas Moeller, Bussmann, Eletromec, Life Safety e Lighting. A planta já abrigava a linha de produção de religadores e a montagem de bancos de capacitores provenientes da aquisição da Cooper Industries.

Com uma área de 92 mil m², a empresa recebeu ainda o Centro de Excelência de Reparo e Manutenção de Disjuntores.

Para o gerente desta Unidade de Negócios da Eaton, Marcio Rigato Hernandes, a decisão pela expansão foi impulsionada pela vantagem de integrar as operações e trouxe competitividade à companhia, evidenciada pelos resultados de desempenho em 2017 das linhas de religadores, que são fornecidos para concessionárias de energia elétrica. Para o executivo, a demanda para 2018 deverá aumentar, mas ainda depende das privatizações do setor de distribuição, que podem ocorrer no próximo ano.

Industria da engenharia

A Eaton é uma empresa de gerenciamento de energia que encerrou o ano de 2016 com US$ 19,7 bilhões em vendas, montante do qual US$ 12,6 bilhões corresponde ao segmento elétrico. O Brasil representa, aproximadamente, 35% do faturamento da América Latina na divisão de elétrica. No que diz respeito ao segmento automotivo da empresa, o Brasil é o maior mercado latino.

Lançamentos

Outra expansão anunciada da empresa diz respeito à linha de nobreaks 93 PM. O modelo de 208 / 220 V foi acrescentado à família e apresenta uma implantação flexível, oferecendo benefícios que aumentam a continuidade do negócio e reduzem o custo total de propriedade (TCO) em relação à infraestrutura crítica.

O novo nobreak utiliza tecnologia de bateria íon-lítio e possui tecnologia intercambiável, permitindo que os técnicos substituam módulos de energia em minutos enquanto a unidade está online para operação contínua.

O nobreak 9 PX nos modelos de 1 kVA a 3 kVA é outra novidade da companhia. A nova linha oferece opções de automação projetadas para ajudar profissionais de TI a gerenciar e proteger remotamente sua infraestrutura crítica.

Já o nobreak 9PHD é o lançamento da Eaton para ambientes industriais hostis. Com grau de proteção IP 54, o equipamento suporta difíceis condições de trabalho e garante confiabilidade de sistemas críticos em ambientes exigentes da indústria de processos, marítima ou ferroviária. O novo nobreak, segundo a companhia, possui um núcleo sofisticado e oferece mais de 96% de eficiência em modo de dupla conversão e 99% ao operar no modo ESS. Está disponível na faixa de potência de 40 kVA a 200 kVA e está disponível em dois tamanhos de gabinetes, dependendo da configuração do transformador e da energia necessária.

Sylvania agora é Ozli do Brasil

 

A marca da Sylvania passa a se chamar Ozli do Brasil. A alteração ocorreu por conta da mudança de controle acionário da empresa, que ocorreu globalmente. Aqui no Brasil, a bandeira mantida foi Havells Sylvania. Como a marca Sylvanya foi embora com a venda mundial, nós fomos obrigados a mudarmos a marca aqui no Brasil, uma vez que a marca antiga ainda continua operando, porém fora do País. Então oficialmente a partir de agora a Havells Sylvania do Brasil passa a se chamar Ozli. Essas foram as palavras do diretor administrativo financeiro da compania, Luiz Carlos Belo

Através da experiência ao longo dos 70 anos de Sylvania em território nacional, a Ozli enfrenta um novo desafio, que é lançar a marca para o Brasil e para o exterior, vestindo uma nova roupagem e trazendo um portfólio mais amplo e atualizado.

A operação da Ozli está localizada em um novo escritório central, mais moderno e colaborativo, sediado em Alphaville (SP). Os próximos passos da Ozli seguem na direção do seu fortalecimento em novos mercados nacionais e internacionais, e uma das novidades é o incremento de seu portfólio, por meio de lançamentos exclusivos, com designs que valorizam o ambiente e o momento.

Concluindo

“A equipe, os processos, a qualidade, os fornecedores, os produtos, são exatamente os mesmos. A única mudança que nós fizemos foi da marca, do nosso escritório e, obviamente, das embalagens. O consumidor final não sofrerá qualquer impacto, porque o que está por trás da Sylvania é uma experiência de 70 anos, e essa experiência migra, automaticamente, para a Ozli”, enfatiza o executivo.

Leilão de Geração A-6

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realizou nesta quarta­-feira (20/12) o Leilão de Geração nº 04/2017, que movimentou ao todo R$ 108 bilhões em contratos, equivalentes a um montante de  572.518.389,600/MWh de energia. O preço médio ao final das negociações foi de R$ 189,45 por MWh, com deságio de 38,7% em relação aos preços-tetos estabelecidos, o que representou uma economia de R$ 68,5 bilhões para os consumidores de energia.

O Diretor da Aneel, Reive Barros, destacou que o resultado foi bastante satisfatório e que há um grande interesse dos investidores no setor elétrico. Além disso, enfatizou que a Aneel acompanhará de perto o cumprimento dos contratos. “É importante que as empresas entreguem no prazo e com a qualidade desejada. Queremos evitar ao máximo a revogação de concessões que não entregaram no prazo estipulado”, reiterou.

Ao final das negociações, foram contratados 63 empreendimentos de geração, sendo 49 usinas eólicas (691,8 MW médios), seis Pequenas Centrais Hidrelétricas – PCHs (71,3 MW médios), seis térmicas movidas a biomassa (102,6 MW médios) e duas térmicas a gás natural (1.870,9 MW médios), somando 2.736,6 MW médios de energia contratada.

Ao todo, os projetos que foram contratados totalizam 2.930,9 MW médios de garantia física e as usinas deverão iniciar o fornecimento de energia elétrica a partir de 1º de janeiro de 2023.

O preço médio final do leilão para as PCH’s foi de R$ 219,20/MWh. No caso das usinas térmicas movida a biomassa, o preço médio foi de R$ 216,82/MWh, as térmicas a gás natural foram negociadas a um preço médio de R$ 213,46/MWh. Já para as usinas eólicas, o preço médio fechou em R$ 98,62/MWh.

Os empreendimentos

Os estados com os empreendimentos contratados foram o Piauí (17 usinas), Rio Grande do Norte (12 usinas), Paraíba (9 usinas), Maranhão (4 usinas), Bahia (4 usinas), Pernambuco (3 usinas), São Paulo (3 usinas), Santa Catarina (2 usinas), Rio Grande do Sul (2 usinas), Rio de Janeiro (2 usinas), Minas Gerais (2 usinas), além de Mato Grosso, Paraná e Goiás com uma usina em cada estado.

Participaram do certame, como compradoras da energia negociada, 25 concessionárias de distribuição com destaque para a Cemig D (9,55% do total negociado), Coelba (9,1% do total) e Copel D (8,7% do total negociado). Os contratos são de 30 anos para as usinas hidrelétricas na modalidade por quantidade, 25 anos para as térmicas e 20 anos para as usinas eólicas. Os resultados completos estão disponíveis no site da CCEE.